1 cor 9: 14

Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.

 

Se não, nos tornaríamos iguais aos outros, que não conhecendo não vivem, mas conhecemos e desfrutamos dele, tanto de bençãos, como de provações, porque sabemos que tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, é de DEUS.  Amemos JESUS, vivendo e respeitando tudo aquilo que ele nos deu, junto com sua vida.

Conhecimento - Benção ou Maldição? - Por Rick Boxx  

 

Não faz muito tempo participei de uma simulação sobre dificuldades de aprendizagem. Professores queriam que os participantes compreendessem alguns aspectos difíceis que crianças com tais dificuldades enfrentam.

 

Uma das realidades dolorosas é a atitude de superioridade exibida por alguns estudantes e professores para com essas crianças especiais. Durante essa vivência, um estudante foi favorecido com uma dose generosa de elogios e estímulos, enquanto os demais receberam ásperas críticas por serem mais lentos, incompetentes ou estúpidos, simplesmente porque não puderam completar a tarefa impossível que o professor determinara. 

 

Quem nunca sofreu dificuldades de aprendizagem, se torna facilmente crítico e impaciente em relação àqueles que lutam com o processo de captar e processar informações de maneira prática, para a solução de problemas. “Conhecimento é poder”, já foi dito, e quem tem habilidade e conhecimento necessários para a realização de uma tarefa específica tem dificuldade de compreender a sensação de impotência de quem não os possui. 

 

A maioria de nós é vítima deste tipo de atitude ofensiva de vez em quando, seja na escola, no trabalho ou outros lugares. Afinal, uma pessoa com dificuldades de aprendizagem, 

certamente experimenta sentimentos de inadequação.

 

O conhecimento deveria ser encarado como um dom e jamais como uma arma. A Bíblia ensina: “(Deus) dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos que sabem discernir” (Daniel 2.21).  O conhecimento deveria ser distribuído e compartilhado para beneficiar e capacitar outros e não para oprimi-los ou enfraquecê-los.

 

No mercado de trabalho toda empresa proporciona oportunidades para uso do conhecimento, de forma positiva ou negativa. Durante minha carreira na área bancária, experimentei abordagens diferentes para a utilização do conhecimento, em reuniões da comissão de empréstimos. Ás vezes eu era alvo de duros ataques de participantes da comissão, mais experientes ou mais informados, querendo  demonstrar o quanto eram mais inteligentes do que eu. Em outras ocasiões, porém, fui consideravelmente beneficiado pelo grande conhecimento de alguém que, com benevolência, me orientou para que eu chegasse a conclusões apropriadas.  

 

Mais tarde, ao atingir posições de autoridade nessas comissões, tive ocasiões (agora me dou conta, com pesar!) em que eu humilhei outras pessoas, ostentando meu conhecimento, ao invés de usar o que sabia para ajudar a desenvolvê-las como líderes.

 

Em seu campo de influência, seja no trabalho, em sua comunidade e, especialmente em sua casa, procure sempre identificar oportunidades para ajudar outros com o seu conhecimento. Pergunte a si mesmo: “Estou usando o meu conhecimento como uma maldição, ou como uma forma de abençoar outras pessoas?” 

 

Quando estiver propenso a provar um argumento, ou tentado a exercitar sua habilidade intelectual e exibir sua capacidade, lembre-se do aviso do apóstolo Paulo: “O conhecimento traz orgulho, mas o amor edifica” I Coríntios 8.1b
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